Ocean Farmers of Madeira: A evolução da piscicultura offshore da Calheta

De projetos-piloto pioneiros a sistemas multitróficos sustentáveis, descubra como uma piscicultura em mar aberto na ensolarada costa sudoeste da Madeira está remodelando a segurança alimentar e os meios de subsistência locais.

Bom Saber

Alimentando o futuro: a piscicultura offshore da Madeira, no sudoeste ensolarado da ilha

Introdução: Olhando além do horizonte

A costa sudoeste da Madeira é famosa por seus terraços ensolarados, plantações de banana e resorts de férias. Espreitar um pouco além da linha de surfe, no entanto, está uma característica menos familiar, mas cada vez mais importante, da economia azul da ilha: uma fazenda de peixes no mar composta por gaiolas flutuantes. Essas gaiolas, ancoradas no Arco da Calheta, no lado sudoeste protegido, fazem parte de uma história que combina engenharia pioneira com segurança alimentar regional. Desde meados da década de 1990, a Madeira tem experimentado a aquicultura em mar aberto para diversificar sua economia, reduzir a dependência das importações e aliviar a pressão sobre os estoques selvagens. Este artigo traça a evolução da piscicultura do sudoeste, explica a ciência por trás de suas operações, avalia os impactos ambientais e sociais e explora planos para um futuro mais sustentável.

Do experimento ao empreendimento: os primeiros dias da agricultura em oceano aberto

A ideia de cultivar peixes no mar pode parecer óbvia hoje, mas no início dos anos 1990 era ousada e não foi testada. Os madeirenses há muito confiavam no oceano como fonte de peixe fresco, mas também estavam cientes de que o apetite da Europa por frutos do mar estava crescendo mais rápido do que a oferta de estoques silvestres. O Dr. Carlos Andrade, então chefe da unidade experimental da diretoria de pesca, convenceu as autoridades regionais a lançar um projeto piloto em 1995 usando gaiolas flutuantes ancoradas a várias centenas de metros da costa. O teste produziu cerca de 100 toneladas de peixe em 1996 e demonstrou que o clima ameno e as baías protegidas da ilha poderiam apoiar a aquicultura marinha.

Selecionar uma espécie para esse primeiro empreendimento foi uma aposta calculada. O cultivo de espécies locais nunca havia sido tentado e havia poucos dados sobre sua biologia. A equipe de Andrade, portanto, optou pelo pargo dourado (Sparus aurata), uma espécie mediterrânea já criada comercialmente. Era resistente, tolerava salinidades variáveis e tinha um bom preço de mercado. O sucesso do piloto provou que as gaiolas em mar aberto podiam suportar as ondas do Atlântico da Madeira, embora com um esforço considerável — o ambiente salgado e turbulento corrói rapidamente os equipamentos, as ondas dificultam a alimentação e os trabalhadores só podem se aproximar das gaiolas em janelas calmas. No entanto, o projeto lançou as bases para as fazendas comerciais da ilha.

Estabelecimento do Centro de Maricultura da Calheta

Após o piloto, o governo investiu em infraestrutura para ampliar a produção e regular empresas privadas. Em 2000, o Centro de Maricultura da Calheta (Centro de Maricultura da Calheta) foi inaugurado ao lado do Arco da Calheta. Operado pela Direção Regional de Pesca, o centro funciona como um incubatório e centro de pesquisa: cientistas criam peixes juvenis em tanques controlados, estudam regimes de alimentação e manejo de doenças e depois vendem alevinos para agricultores locais. Um relatório de 2017 da Monaco Explorations descreveu o centro como uma “instalação de pesquisa em aquicultura e incubadora de peixes” que fornece apoio científico e regulatório, observando que três fazendas comerciais operavam sob sua supervisão, enquanto uma quarta estava em construção.

O papel do centro não é meramente fornecer alevinos. Ele define padrões para design de gaiolas, composição de ração e monitoramento ambiental. A cada ano, alguns milhões de alevinos são criados e gradualmente aclimatados à água do mar antes de serem transferidos para gaiolas marinhas. Durante o processo de transferência, a mortalidade pode chegar a 3—5% porque o transporte estressa os peixes juvenis. Para interromper os ciclos dos parasitas e melhorar a saúde dos peixes, o incubatório fecha por dois meses por ano e esteriliza seus sistemas. Além do pargo, pesquisadores fizeram experiências com robalo europeu (Dicentrarchus labrax) e estão avaliando a viabilidade de cultivar bodiões nativos e outros peixes herbívoros para diversificar a produção e reduzir os custos de alimentação.

Anatomia de uma fazenda de peixes offshore

Ao se aproximar do Arco da Calheta pela estrada no topo do penhasco, os visitantes podem ver duas linhas paralelas de gaiolas circulares flutuando a cerca de 800 metros da costa. Essas estruturas pertencem à Marismar, a principal operadora da área. Uma pesquisa ambiental de 2019 descreveu o layout: dez gaiolas dispostas em duas fileiras, com diâmetros variando de 12,7 metros a 25,5 metros e redes penduradas a aproximadamente 10 metros de profundidade. As gaiolas estão atracadas no fundo do mar, que se inclina até cerca de 40 metros de profundidade, e conectadas por passarelas e canos de alimentação. Os trabalhadores se deslocam de barco, carregando pastilhas de ração que são espalhadas manualmente ou entregues por meio de alimentadores automatizados.

Dentro das gaiolas nadam dezenas de milhares de pargos marinhos, conhecidos localmente como dourada. Esses peixes prateados podem crescer de 35 a 40 centímetros em um período de crescimento de 16 a 22 meses. Eles são alimentados com uma dieta rica em proteínas de farinha de peixe, óleo de peixe e ingredientes vegetais. Cada gaiola é monitorada quanto aos níveis de oxigênio, temperatura e consumo de ração. Os pargos são alimentadores ativos; eles devoram suas rações rapidamente, deixando pouco desperdício. De acordo com um estudo do MDPI que monitorou a fazenda usando câmeras subaquáticas, a maioria dos detritos macroplásticos encontrados sob as gaiolas se originou de fontes terrestres e apenas 5,15% da mortalidade registrada de peixes foi atribuída ao emaranhamento no plástico. Os pesquisadores não notaram nenhuma evidência de ingestão de macroplásticos pelos peixes cultivados e concluíram que a fazenda manteve uma boa gestão ambiental.

Proteína sustentável ou risco ecológico? Impactos ambientais

Como qualquer operação intensiva com animais, a aquicultura offshore levanta questões ambientais. O excesso de ração e resíduos de peixe afundam abaixo das gaiolas, aumentando as concentrações de nutrientes e potencialmente alterando as comunidades bentônicas locais. Na Calheta, as fortes correntes dispersam os resíduos, mitigando a acumulação. Golfinhos predadores, peixes azuis, atuns, tubarões, tartarugas cabeçudas e até focas-monge ocasionalmente patrulham as gaiolas, atraídos por pelotas não consumidas e peixes em cativeiro. A Lobosonda, operadora de observação de baleias, relata que a alimentação da fazenda atrai cetáceos e tartarugas, destacando a necessidade de os operadores gerenciarem as interações. Até o momento, não houve relatos de envolvimento de predadores, mas a atração pode mudar o comportamento natural de forrageamento.

Peixes fugitivos da fazenda apresentam outro desafio. O pargo dourado não ocorre naturalmente nas águas da Madeira, mas estabeleceu populações selvagens após escapar das gaiolas. As consequências ecológicas de longo prazo permanecem incertas; alguns pescadores locais se preocupam com a competição com espécies nativas. Por outro lado, as fugas fornecem diversidade genética para o pargo do outro lado do Atlântico e podem incentivar a naturalização da espécie. Os pesquisadores também estão investigando a aquicultura multitrófica integrada, que colocaria pastadores como lapas e ouriços-do-mar perto de gaiolas de peixes para consumir resíduos e criar sistemas circulares. Esses sistemas poderiam minimizar a poluição por nutrientes e produzir coprodutos valiosos.

A poluição plástica é uma preocupação global para a aquicultura. O estudo do MDPI descobriu que, embora os detritos plásticos se acumulassem sob a fazenda Calheta, a maioria se originou de rios e atividades humanas na costa, e não da própria fazenda. A manutenção proativa (substituição de redes e flutuadores, reparo de tubos de alimentação) reduz a perda de equipamentos. Além disso, os operadores estão testando materiais biodegradáveis para redes e explorando projetos de gaiolas submersas que podem ser baixadas abaixo das ondas de tempestade, reduzindo assim o desgaste.

Economia da aquicultura offshore

Para um pequeno arquipélago com terras aráveis limitadas, a aquicultura oferece um caminho atraente para a soberania alimentar. A Europa importa cerca de 70% dos frutos do mar que consome, e o consumo de peixe per capita de Portugal está entre os mais altos do continente. As águas locais não podem fornecer peixes selvagens suficientes para atender à demanda, então o cultivo de espécies como o pargo reduz a dependência de importações. Em 2022, a Madeira produziu 1.597,4 toneladas de peixes de aquicultura avaliados em cerca de 8,4 milhões de euros. Quase 90% dessa produção foi exportada para Portugal continental e mercados estrangeiros, mostrando que o peixe atende aos padrões internacionais de qualidade. O mercado regional absorve apenas cerca de 12% da produção; muitos madeirenses ainda preferem peixes capturados na natureza, embora os supermercados locais agora armazenem pargos cultivados comercializados sob o rótulo “Galo do Mar”.

O apetite europeu por frutos do mar é voraz: o consumo médio é de aproximadamente 24 kg por pessoa por ano, acima da média global, e a diferença entre oferta e demanda continua aumentando. Embora a Europa tenha extensos litorais, suas próprias pescarias estão em grande parte em plena capacidade, razão pela qual cerca de 70% do peixe que os europeus comem é importado de outros lugares. Portugal, apesar de ter um dos maiores consumos de peixe per capita do mundo, importa cerca de dois terços de seus frutos do mar. A aquicultura offshore, portanto, desempenha um papel fundamental na estratégia da União Europeia para a segurança alimentar, criando centros de produção locais que reduzem as pegadas de carbono associadas ao transporte marítimo de longa distância. Ao cultivar peixe perto de centros de consumo, ilhas como a Madeira podem abastecer os mercados doméstico e de exportação, garantindo rastreabilidade e frescor. Os defensores argumentam que apoiar as fazendas regionais também protege os consumidores da volatilidade dos preços ligada aos estoques globais de peixes e eventos geopolíticos.

A aquicultura é um empregador relativamente pequeno em comparação com o turismo, mas oferece empregos estáveis durante todo o ano em uma área com indústria limitada. O setor emprega diretamente cerca de 70 trabalhadores, de técnicos de incubatórios a mergulhadores de gaiolas e pilotos de barcos, e apoia empresas auxiliares, como fornecedores de ração e mecânicos. Os defensores observam que as receitas de exportação do setor ajudam a financiar os serviços públicos e a diversificar a economia, tornando a Madeira menos dependente dos altos e baixos do turismo. Os críticos afirmam que o número de empregos é modesto e que o impacto visual das gaiolas pode dissuadir visitantes que gastam muito.

Controvérsia social e cobertura da mídia

Quando as primeiras gaiolas comerciais surgiram na Calheta, no final da década de 1990, houve pouca resistência; as gaiolas estavam longe das praias e em grande parte fora da vista. No entanto, os conflitos surgiram depois que o governo delineou cinco “Zonas de interesse para a aquicultura” (ZiAs) ao longo da costa sul em 2016. Moradores de vilas costeiras como Ponta do Sol e Jardim do Mar temiam que as fazendas estragassem a paisagem, obstruíssem áreas de pesca e entrassem em conflito com surfistas e mergulhadores. Os manifestantes organizaram petições e organizaram manifestações. Uma análise da mídia de 231 artigos de notícias entre 2017 e 2021 descobriu que 37% tinham um tom negativo em relação à aquicultura, enfatizando disputas políticas e impactos estéticos, enquanto apenas 30% eram positivos. O tom negativo atingiu o pico em 2018 em meio a polêmicas sobre novos sites propostos; a cobertura frequentemente citava preocupações de que gaiolas estragariam as vistas dos cartões-postais e prejudicariam o turismo.

Os políticos responderam com cautela. O presidente regional Miguel Albuquerque declarou em 2021 que não haveria mais expansão das gaiolas no médio prazo, embora tenha sugerido que gaiolas submersas poderiam ser um compromisso. Ele enfatizou que a produção atual de cerca de 1.200 toneladas gerou cerca de €6 milhões em receita e proporcionou empregos locais. Os críticos argumentaram que os benefícios econômicos prometidos não haviam chegado aos pescadores e questionaram a transparência do licenciamento. Os defensores contestaram que as fazendas modernas atendem a padrões ambientais rígidos e que qualquer impacto visual é superado pelos benefícios da segurança alimentar.

Pesquisa e inovação: construindo um futuro mais verde

Muitas das controvérsias em torno da piscicultura do sudoeste resultam da falta de compreensão do público. Para resolver isso, o fornecedor local de frutos do mar Ilhapeixe lançou uma campanha educacional chamada “The Origin Matters” em 2025. As embalagens de pargo madeirense agora têm um código QR que, quando digitalizado, revela informações detalhadas sobre a localização da fazenda, composição da ração, cuidados veterinários e métodos de colheita. Os consumidores podem até mesmo marcar visitas ao incubatório e às gaiolas para ver o processo de produção. A campanha busca criar confiança enfatizando a transparência e o monitoramento rigoroso ao qual os agricultores são submetidos, incluindo inspeções regulares pela agência ambiental e testes de qualidade da água.

A inovação também está em andamento no nível de engenharia. Pesquisadores da Universidade do Porto e de institutos marinhos locais estão desenvolvendo um protótipo de gaiola submersível que pode ser baixada abaixo das ondas da tempestade e levantada para alimentação e colheita. O projeto usa tubos de polietileno de alta densidade conectados a uma coluna central de fibra de vidro que abriga sistemas de alimentação e monitoramento. O objetivo é criar gaiolas mais autônomas e resilientes às tempestades do Atlântico, reduzindo assim a manutenção e o impacto visual. Essa tecnologia pode permitir que as fazendas se movam para mais longe da costa, longe das vistas costeiras, ao mesmo tempo em que melhora o bem-estar dos peixes.

Outra via promissora é a aquicultura multitrófica integrada (IMTA). Em vez de cultivar peixes sozinho, o IMTA combina espécies de diferentes níveis tróficos — peixes, invertebrados e algas marinhas — para criar um pequeno ecossistema no qual os resíduos de um organismo se tornam alimento para outro. A entrevista do MARE‑Madeira observa que pesquisas futuras visam criar lapas e ouriços-do-mar perto de gaiolas de peixes para pastar em algas e resíduos. O cultivo de algas marinhas pode absorver nutrientes dissolvidos e fornecer matéria-prima para cosméticos ou bioplásticos. Esses sistemas reduziriam os impactos ambientais, diversificariam os fluxos de receita e imitariam os ciclos de nutrientes dos recifes naturais.

Qualidade e apelo culinário

O pargo dourado tornou-se um alimento básico nos restaurantes da Madeira. Sua carne branca e firme é apreciada por seu sabor delicado e levemente adocicado e versatilidade; pode ser grelhada inteira no carvão, assada com ervas e azeite de oliva ou em filetes e servida com vegetais locais. O pargo da Calheta cresce mais lentamente do que nas águas mais quentes do Mediterrâneo devido às temperaturas mais baixas, mas os defensores argumentam que isso melhora a textura e o sabor. As autoridades de segurança alimentar enfatizam que os peixes estão livres de antibióticos e hormônios e passam por rigorosos exames de saúde. Um artigo do Madeira Island News cita especialistas que descrevem o pargo cultivado como seguro, saudável e de alta qualidade. O mesmo artigo observa que o ambiente de oceano aberto e as fortes correntes promovem o desenvolvimento muscular e reduzem o acúmulo de gordura.

Além das espécies estelares, os empreendedores locais esperam diversificar o cardápio. Testes com escassos (Argyrosomus regius), âmbar (Seriola dumerili) e pompano (Trachinotus ovatus) estão em andamento. A introdução de peixes herbívoros pode reduzir a dependência da farinha de peixe e se alinhar às metas globais de sustentabilidade, já que alimentar peixes carnívoros exige a captura de outros peixes. Enquanto isso, propostas para cultivar algas e invertebrados poderiam fornecer ingredientes para os famosos coquetéis de poncha da região ou fornecer aditivos alimentares para o gado.

Equilibrando turismo e aquicultura

A economia da Madeira depende do turismo, e a costa sudoeste possui algumas das paisagens mais icônicas da ilha: a falésias íngremes do Cabo Girão, terraços de banana e o pitoresco porto de Câmara de Lobos pintado por Winston Churchill. Para alguns residentes e visitantes, ver gaiolas flutuantes no horizonte atrapalha a visão do cartão postal. Para outros, as gaiolas representam progresso e resiliência — prova de que a ilha está inovando para fornecer alimentos para seu povo e suas exportações.

Os operadores têm procurado minimizar o conflito colocando gaiolas em áreas menos visíveis e ajustando os horários de alimentação para evitar interferir na navegação recreativa. Algumas empresas de turismo transformaram a fazenda de peixes em uma atração, oferecendo passeios de barco que combinam visitas às gaiolas com observação de golfinhos e explicações sobre aquicultura. Esses passeios destacam a ciência e a sustentabilidade por trás da indústria e oferecem aos visitantes a chance de saborear pargo recém-grelhado a bordo. Se feitos com sensibilidade, a aquicultura e o turismo podem coexistir: os turistas aprendem sobre a desenvoltura da ilha enquanto apreciam a beleza natural que originalmente os atraiu para a Madeira.

Conclusão: Um modelo para nações insulares?

A fazenda de peixes no sudoeste da costa da Madeira resume os dilemas enfrentados por muitas comunidades insulares. Por um lado, há uma necessidade premente de produzir mais alimentos localmente, reduzir as importações e criar empregos estáveis fora do turismo. Por outro lado, existem preocupações legítimas sobre impactos ambientais, intrusão visual e licença social para operar. A experiência da Madeira mostra que a aquicultura em mar aberto é tecnicamente viável: o projeto piloto provou ser viável em condições adversas do Atlântico, e o Centro de Maricultura da Calheta gerou uma indústria pequena, mas lucrativa. Estudos indicam que os impactos ambientais são gerenciáveis com seleção, manutenção e monitoramento adequados do local. No entanto, o crescimento do setor foi prejudicado pela resistência social e pela incerteza regulatória.

Olhando para o futuro, o sucesso dependerá da transparência e da inovação. Iniciativas educacionais, como códigos QR em embalagens, aumentam a confiança do consumidor, enquanto pesquisas sobre gaiolas submersas e sistemas multitróficos integrados prometem reduzir as pegadas ambientais e o impacto visual. Os formuladores de políticas devem envolver as comunidades costeiras nas decisões de planejamento e equilibrar a aquicultura com outros usos do mar. Se esses desafios forem enfrentados, a piscicultura offshore da Madeira poderá servir como um modelo para a aquicultura sustentável em todo o mundo — uma demonstração de que ilhas remotas podem se alimentar e contribuir para o abastecimento global de frutos do mar sem sacrificar sua herança natural.